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Janeiro Branco: por que é importante falar sobre saúde mental?

21/01/20

Desde 2014, janeiro passou a ser o mês da saúde mental, o mês do branco. É chamado “mês terapêutico”, na medida em que repensamos nossas escolhas. Além disso, quando fazemos planos para o ano que se inicia. Dessa forma, o Janeiro Branco faz alusão ao simbolismo de uma folha em branco. E, hoje, é uma das principais campanhas de saúde mental.

O termo “saúde mental” ganhou força em um período em que a ciência separava corpo e mente. Embora atualmente esse paradigma não tenha sido completamente superado, hoje já sabemos que corpo e consciência são interdependentes. Um corpo que age e percebe o mundo somado a uma consciência que pensa e escolhe: eis o ser humano. Toda a complexidade das emoções, da formação da personalidade, das relações humanas e dos sintomas psicológicos estão incluídas neste termo tão falado durante o mês de janeiro.

Por que só na última década o Janeiro Branco ganhou força?

Há muitos fatores que contribuem para o fortalecimento do Janeiro Branco. Mas, talvez, os principais deles sejam de que aquilo que hoje compreendemos por meio do estudo científico da psicologia e da psiquiatria antes era explicado, principalmente, pelas religiões e pelo misticismo. Dessa forma, o conhecimento estava nas mãos de poucos. Além disso, a medicina, mais antiga que a psicologia enquanto profissão, inicialmente explicava os comportamentos exclusivamente por meio dos aspectos físicos. Então, acabava fazendo com que as pessoas acreditassem que, se seus sentimentos, emoções e sofrimentos não pudessem ser explicados pela via da biologia, não poderiam ser compreendidos por conhecimentos desse mundo, não estando acessíveis.

Portanto, sentimentos, personalidade, modos de ser e de estar no mundo eram conhecimentos menos importantes. Ou, ainda, não considerados como capazes de interferir na nossa saúde integral. Contudo, isso fez com que muitas gerações passassem por inúmeros sofrimentos sem amparo. Assim, muitas pessoas sofriam com depressão, ansiedade, processos de luto complicado, mas precisavam dar conta sozinhas do que sentiam. Além disso, muitas vezes nem mesmo identificavam suas experiências como sendo causadoras de dores emocionais e dificuldades de realização pessoal.

Entre tantas histórias, está a de um homem internado em um antigo manicômio poucos anos após a perda do filho. Dizem que esse homem “ficou louco” após a morte da criança. Imagine, então a situação de um pai que perdeu um filho amado. Não reconhecido em seu processo de luto, foi diagnosticado com uma “doença mental”. Na verdade, muito provavelmente era um sofrimento intolerável e que não foi cuidado.

O Propósito da Campanha

Contemporaneamente, já somos capazes de compreender que vivências como essas e tantas outras, em maior ou menor grau, mudam nosso modo de estar no mundo e nas relações. É o que vivemos que dá os contornos para as nossas emoções e para a leitura que fazemos de nossa história e de nosso futuro. Portanto, quanto mais entendermos sobre como nos constituímos, sobre como somos afetados pelo que nos acontece e o que fazemos com isso, mais teremos condições de continuar a trilhar um caminho seguro e capaz de nos realizar.

Na campanha do Janeiro Branco, o esforço a ser feito é não somente alertar de que sim, nossas emoções contam, nossos sentimentos fazem de nós quem somos, nossa saúde é integral e de que não estaremos bem se somente cuidarmos do nosso aspecto físico. Mas o esforço é também para que os conhecimentos produzidos pela psicologia e pela psiquiatria passem a estar disponíveis para a maior parte da população. Além disso, para que sejam superados mitos, preconceitos e desconhecimentos que lançam pessoas em sofrimento na solidão. 

Assim, esperamos que cada pessoa possa ampliar a clareza de que cuidar do aspecto emocional e psicológico é fundamental na construção de uma sociedade mais saudável e colaborativa. E de que estes conhecimentos permitirão que continuemos avançando para que futuras gerações conheçam ainda mais sobre si mesmas e para que nenhum sofrimento permaneça desamparado.

Conte conosco para fazer desse um ano realmente novo, em que você possa se conhecer, compreender sua história, suas emoções e seus desejos de futuro. Permita-se ser acompanhado em uma jornada de conhecimento de si para a construção de uma vida mais saudável.

 

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